
Durante anos, Eulália existiu apenas em meus sonhos. Um lugar tão belo quanto assustador, onde cada noite parecia uma nova viagem e despertar nem sempre era uma escolha. Foi dessas lembranças que nasceu este mundo. Ainda hoje me pergunto se tudo não passou de imaginação... ou se, em algum lugar além das estrelas, Eulália continua existindo, esperando por novos viajantes.
ATLAS DE EULÁLIA
História e Geografia
Conheça a formação de Eulália, seus cinco reinos, ilhas, mares, montanhas e os acontecimentos que moldaram a história deste mundo mágico.
Povos e Curiosidades
Descubra lendas, criaturas, construções antigas e curiosidades sobre os habitantes de cada região, revelando segredos que vão além dos livros.
Um Mundo em Expansão
O Atlas de Eulália será atualizado ao longo da saga com novos mapas, locais, ilustrações e informações, acompanhando cada novo volume de Linhas do Destino.


1 - Ilha Quimeran
Envolta por lendas sombrias, Quimeran foi, há décadas, o esconderijo de antigos feiticeiros que atraíam crianças para um gigantesco parque de diversões construído próximo ao porto. As vítimas eram transformadas em burros como parte de um ritual proibido, destinado a invocar criaturas celestiais monstruosas capazes de destruir o mundo em nome de seus mestres. Hoje, grande parte da ilha permanece inexplorada, e poucos se atrevem a descobrir quais segredos ainda repousam além de suas ruínas.
2 - Ilha Dsidériu
Conhecida como a Ilha dos Desejos, Dsidériu é o destino mais cobiçado pelos habitantes de Eulália. Dizem que aquele que sobreviver às violentas tempestades e aos monstros que habitam os Mares de Ofrete e Latoya terá seu desejo mais profundo realizado. No entanto, nenhuma expedição jamais retornou para confirmar se a lenda é verdadeira... ou se a própria ilha escolhe guardar seus segredos para sempre.
Quilongues

1 - Castelo Bailarii
Outrora considerado o castelo mais belo de Eulália, Bailarii erguia-se no topo da montanha mais alta do planeta e servia de lar para as lendárias Princesas Bailarinas. Sua beleza, porém, chegou ao fim com a chegada do Demônio dos Mares. A família real foi massacrada, nem mesmo o rei sobreviveu ao ataque. Após a tragédia, um vulcão despertou sob a montanha, transformando o castelo em ruínas dominadas por monstros, que passaram a vagar por seus corredores como se aquele lugar sempre lhes tivesse pertencido.
2 - Floresta das Bruxas
Antes da queda de Quilongues, esta floresta abrigava as Bruxas de Quilongues, guardiãs de uma das formas mais puras de magia de Eulália. Entre árvores ancestrais cresciam ervas raras e plantas medicinais capazes de curar doenças consideradas incuráveis. Com a chegada do Demônio dos Mares, a terra foi corrompida por uma energia tóxica, obrigando suas habitantes a abandonar o local e deixando para trás um bosque envolto em silêncio e mistério.
3 - Ponto Hortino
Criado como um marco comercial entre os reinos de Xion e Quilongues, o Ponto Hortino foi, durante muitos anos, um importante centro de troca de alimentos, ervas, minérios e mercadorias. Com o avanço das criaturas sombrias, as rotas comerciais foram abandonadas, restando apenas construções vazias e lembranças de uma época em que os reinos tentavam conviver em paz.
4 - Castelo Olvidari
Abandonado ainda durante o reinado de Lawsonier Charming, o Castelo Olvidari tornou-se palco de inúmeras lendas. Conta-se que uma poderosa fada cruel dominava aquelas terras até ser derrotada por um príncipe híbrido, que buscava libertar uma princesa adormecida após ferir o dedo em uma roca de fiar. Muitos acreditam que a princesa jamais despertou e continua dormindo em algum lugar entre as ruínas. Erguido sobre uma enorme montanha de paredes verticais e topo plano, o castelo permanece praticamente inacessível, alimentando o mistério que o cerca.
5 - Ilha Enflami
Desde a infância, toda criança de Eulália aprende a temer a Ilha Enflami. Muito antes de Quilongues ser consumida pela escuridão, a ilha já era conhecida como o berço das magias profanas. Dizem que suas florestas ocultavam bruxas perversas, feiticeiros amaldiçoados e criaturas monstruosas, moldadas pelas próprias trevas. Até hoje, poucos ousam se aproximar de suas costas, pois acredita-se que a própria ilha rejeita aqueles que não pertencem às sombras.
